Dia a dia
Não acabar mais o mês a descoberto
A maioria dos descobertos não vem de falta de dinheiro, mas do facto de tudo cair na mesma semana.
O descoberto custa mais do que se pensa
Um descoberto autorizado costuma ser cobrado entre 8 e 12% ao ano, às vezes mais, com custos fixos a cada ultrapassagem. É um dos créditos mais caros que existem, e o mais discreto.
200 de descoberto permanente custam uns vinte por ano em juros; mas são sobretudo as comissões de ultrapassagem, 10 a 20 cada uma, que fazem o valor verdadeiro.
Olhar para o calendário, não para o total
Anota durante um mês em que data é debitada cada despesa fixa. Na maioria dos casos a renda, o seguro, o telemóvel e as subscrições caem todos nos primeiros cinco dias — enquanto o ordenado chega no dia 25.
O problema não é então o valor do mês, é que 80% das saídas chega antes de 20% das entradas.
As quatro alavancas, por ordem
- Mudar os débitos diretos. A maioria das empresas aceita mudar a data a simples pedido. Espalhá-los por três datas em vez de uma elimina muitas vezes o buraco só por si.
- Tirar as despesas fixas da conta à ordem. Uma conta dedicada às despesas fixas, alimentada no dia do ordenado. O que fica na conta à ordem está realmente disponível.
- Construir uma almofada de um mês. Não uma poupança: com que viver com um mês de desfasamento. É isso que quebra o ciclo definitivamente.
- Reduzir, só depois. Cortar despesas antes de ter resolvido o calendário é tratar o sintoma.
Quanto tempo demora: mudar as datas age já no mês seguinte. A almofada de um mês pede em geral três a seis meses. Não é rápido, mas é a única saída duradoura.
A armadilha do crédito renovável
Um descoberto recorrente acaba muitas vezes por ser « resolvido » com um crédito ao consumo ou uma linha de crédito. As taxas são ainda mais altas, e a prestação junta-se às despesas do mês seguinte: o buraco volta, pior.
Se estás nesse ponto, o primeiro gesto não é orçamental: fala com o teu banco antes da próxima ultrapassagem. Um acordo custa sempre menos do que uma acumulação de comissões.
E se o próprio rendimento é irregular
Mudar as datas não chega: é preciso fabricar um ordenado estável. É exatamente o método descrito em orçamento com rendimento irregular.
Perguntas frequentes
Porque acabo sempre o mês a descoberto?
Na maioria das vezes porque as despesas fixas são debitadas no início do mês enquanto o ordenado chega no fim. É um problema de calendário antes de ser de valor.
Quanto custa um descoberto?
Muitas vezes 8 a 12% ao ano, mais comissões fixas a cada ultrapassagem. São essas comissões avulsas que custam mais.
Pode mudar-se a data de um débito direto?
Sim, a maioria das empresas aceita a simples pedido. Espalhar os débitos por três datas elimina muitas vezes o buraco só por si.
Quanto tempo para sair disto?
Mudar as datas age já no mês seguinte. Construir uma almofada de um mês de despesas pede em geral três a seis meses.
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