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Dia a dia

Quando um ganha muito mais: sair do incómodo

O problema quase nunca é o dinheiro em si. É o desequilíbrio de liberdade que cria, e de que ninguém se atreve a falar.

5 400 3 000 PART COMMUNE
A mesma parte comum em dinheiro, um esforço muito diferente. É isso que há que olhar.

O que o meio-a-meio produz mesmo

Dois rendimentos, 5 400 e 3 000 CHF. Despesas comuns de 2 800 CHF.

Cada um põe1 400,—
Fica para a primeira4 000,—
Fica para a segunda1 600,—
Diferença de liberdade2,5 ×

A divisão parece justa e não é: uma pode dizer sim a um fim de semana, a outra não. Ao longo dos anos, esse desequilíbrio pesa mais do que qualquer discussão sobre as compras.

Três arranjos possíveis

O proporcional

Cada um põe a mesma percentagem do seu rendimento. Simples, mensurável, e restabelece o equilíbrio do que sobra.

O resto igual

Calcula-se ao contrário: cada um fica com a mesma quantia pessoal, todo o excedente vai para o comum. Mais radical, muito claro.

As rubricas atribuídas

Um fica com a renda, o outro com as compras e as contas. Menos preciso, mas às vezes mais aceitável do que uma percentagem.

O que não funciona

Que quem ganha mais « ofereça » caso a caso. Transforma cada despesa num pedido, e a relação numa negociação.

A pergunta não é « quem paga o quê ». É « quanto fica a cada um depois ». Um sistema é justo quando as duas respostas estão próximas.

As situações que complicam tudo

Como falar disso

Escolhe um momento, não a meio de uma discussão sobre uma despesa. Põe os números em cima da mesa: rendimentos, despesas, o que fica a cada um. São eles que fazem o trabalho: a maioria aceita o proporcional assim que vê a diferença no « resto para viver ».

Os três sistemas de base estão descritos em orçamento em casal.

Perguntas frequentes

Como dividir as despesas quando um ganha mais?

Na proporção do rendimento: cada um põe a mesma percentagem no bolo comum. É o único sistema que iguala o que fica a cada um.

O meio-a-meio é mesmo injusto?

Com rendimentos diferentes, sim. Com 5 400 e 3 000 e 2 800 de despesas divididas ao meio, um dispõe de 2,5 vezes mais do que o outro para viver.

É preciso dizer o ordenado?

Para uma divisão proporcional sim, é a condição. Sem os números, discute-se sobre impressões.

E se um trabalha em part-time pelos filhos?

O proporcional não chega: o rendimento desce por um trabalho que beneficia os dois. Tem de ser compensado explicitamente, não implicitamente.

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