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Orçamento de viagem: calcular antes, aguentar durante

O bilhete nunca é o problema. São as três semanas no local, e as quatro rubricas que ninguém conta.

60%
Um objetivo, uma data, e o que falta pôr de lado todos os meses.

Contar ao contrário

A maioria parte do valor que consegue poupar e vê onde isso a leva. Faz o contrário: põe primeiro um preço na viagem, divide pelo número de meses que faltam, e sabes logo se a data aguenta.

Voos780,—
Alojamento (12 noites)960,—
Comida (12 × 45)540,—
Transportes no local220,—
Atividades300,—
Margem para imprevistos (10%)280,—
Total3 080,—
Em 7 meses440,— / mês

440 por mês é uma decisão que se pode tomar. « Gostava de ir ao Japão » não é.

As quatro rubricas sistematicamente esquecidas

Antes de partir

Mala, adaptador, vacinas, visto, seguro de cancelamento, protetor solar. Facilmente 150 a 300 que saem na semana anterior.

Chegar ao aeroporto

Duas viagens, às vezes um táxi de noite, às vezes um parque por uma semana. O bilhete custa 780, lá chegar custa 90.

O câmbio e os levantamentos

Entre 2 e 5% consoante o cartão, mais custos fixos por levantamento. Em 1 500 gastos no local, até 75 perdidos.

O mês do regresso

O frigorífico está vazio, as contas continuaram, e a vontade de sair está intacta. O mês depois de uma viagem custa sempre mais do que a média.

A margem de 10% não é negociável. Não é para as recordações, é para o comboio perdido, o médico, a noite de hotel imprevista. Se voltas sem a ter usado, junta-se à viagem seguinte.

Aguentar o orçamento no local

A armadilha clássica: gastar 60% do orçamento nos primeiros quatro dias, e depois restringir-se o resto da estadia. Dois gestos simples evitam-no:

E se a data não aguenta

Três alavancas, por esta ordem: adiar a data um ou dois meses, encurtar a estadia (acima de uma semana as noites custam mais do que o voo), ou mudar de época. Baixar o orçamento diário no local é a pior das quatro: é a que estraga a viagem.

⚠️ E uma viagem não se financia com o fundo de emergência. São dois bolsos diferentes, para dois usos diferentes.

Perguntas frequentes

Como se calcula um orçamento de viagem?

Põe primeiro um preço na viagem rubrica a rubrica — voos, alojamento, comida, transportes, atividades —, junta 10% de margem, e divide pelos meses que faltam até à partida.

O que se esquece mais vezes?

As despesas antes de partir (mala, seguro, visto), as viagens até ao aeroporto, os custos de câmbio e levantamento, e o mês do regresso, que custa sempre mais do que a média.

Quanta margem prever?

10% do total. É para imprevistos, não para recordações: comboio perdido, médico, noite de hotel não prevista.

Posso usar o fundo de emergência para viajar?

Não. O fundo de emergência cobre os golpes duros; uma viagem é um projeto. Dois bolsos distintos, senão o primeiro deixa de servir para alguma coisa.

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